quinta-feira, 4 de julho de 2013

A procura do original

"A verdade é que muitos dizem ser representantes de Cristo, mas nem todos O conhecem realmente, ou apresentam fielmente suas palavras" 

Vivemos em um período de crise. Crise de identidade. Faltam referências, uma corda que nos puxe do abismo da mesmice. Procurando respostas nos apegamos a discursos religiosos, reformas políticas, corporativas e ambientais, mas nada do que buscamos parece ter coerência. Muito do mesmo. Põe um laquê aqui, uma cor diferente ali, e pronto - Respiramos fundo e repetimos como um mantra: “Nada se cria, tudo se copia”, vai tu mesmo.
Incomodadas bilhões de pessoas foram às ruas lutar por aquilo que acreditam ser o problema de seus países: “Os Indignados” na Espanha, a ocupação do All Stret no período de quebra financeira nos Estados Unidos, A Primavera Árabe, quebrando o sistema político da Síria, Líbia e Egito, o último passa mais uma vez por uma crise política. Os civis querem outro presidente.
Sabe que lá no fundo, sentimos falta de algo ORIGINAL. Não me refiro apenas a produtos, digo, pessoas, ideias, soluções, enfim, tudo que preencha nosso curto espaço de tempo chamado vida, pra que não tenhamos a sensação de ter mais 24h perdidas.
Ao acompanhar as notícias do início das manifestações nas ruas brasileiras, um dado me chamou a atenção. Enquanto a imagem da multidão era transmitida do helicóptero, o repórter noticiava os acontecimentos - São mais de 5 mil manifestantes na praça […], dizia o jornalista, surpreso com a quantidade de pessoas. Naquele segundo me lembrei de uma história bíblica, noticiada por um discípulo de Jesus chamado João. No capítulo 9, João conta que, certa vez, 5 mil pessoas seguiram a Jesus no deserto, e Ele as alimentou com apenas cinco pães e dois peixes. Esta foi a primeira vez que algo semelhante havia acontecido, uma solução imediata aos problemas dos marginais da sociedade judaica. Imagine multidões seguindo a um homem - A resposta coerente a opressão política que a antiga Roma impelia sob os judeus naquela época.
Possivelmente você já ouviu falar de Jesus. Ainda hoje Ele é apresentado como o Salvador do Mundo por diversas religiões, mas entendo que a desilusão, intolerância e o preconceito impedem que você se aproxime Dele.
Pode ser a incoerência entre a mensagem salvadora de Jesus e a pessoa que a prega esta mensagem. A verdade é que muitos dizem ser representantes de Cristo, mas nem todos O conhecem realmente, ou apresentam fielmente suas palavras.
Nenhum pregador, instrumento ou não de Deus, pode superar o impacto da influência presencial de Cristo. Ele sempre foi autêntico e coerente.
Imagine que você estivesse indo para a padaria de manhã e Jesus estivesse caminhando do outro lado da calçada, seria impossível passar por Ele e cumprimentá-lo apenas com um aceno de “Bom Dia”. Sabe porque? Encontrar-se com Jesus, mesmo que por acaso ( Assim você poderia pensar), impulsiona a necessidade de uma decisão imediata. A partir deste momento sua vida não pode mais seguir com indiferença. Ë preciso decidir. (Lucas 16:13)
Se Jesus estivesse no meio daquela multidão de manifestantes, no centro de São Paulo, rapidamente ELE se tornaria o centro, porque sua presença é marcante e jamais pode passar despercebida.
E hoje, como posso me encontrar com esse mesmo Jesus? Porque este nome é tão familiar, mas não parece apresentar boas respostas?
Assim como no passado, Cristo designou homens e mulheres para restaurarem Sua imagem nesta terra (II Timóteo 3:9), Ele também deixou uma carta, com o Seu caráter carimbado em cada uma das suas páginas. E o melhor de tudo, aquele que com o coração sincero desejar conhecê-lo, não dependerá de intervenção humana, o próprio Deus será o seu guia (João 14:26 e Isaías 48:6).
Está desiludido com as pessoas, com os sistemas, com os discursos?
Aproxime-se Daquele que faz novas todas as coisas, correspondentes ao anseio do meu e seu coração (Apocalipse 21:05).

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